Sugestão dos Mino # 4: Exemplo de Peso

Marcelo Melo sugeriu para o Blog um caso que tem tido enorme repercussão nos Estados Unidos: a apresentadora Jennifer Livingston, da emissora de TV “WKBT”, chamou a atenção da midia de todo país ao se defender “ao vivo” de um telespactador que a criticava pelo excesso de peso, considerando-a um mau exemplo para os jovens. De acordo com o e-mail do telespectador, “a obesidade é uma das piores escolhas que uma pessoa pode fazer e um dos hábitos mais perigosos para se manter. Portanto, você deve reconsiderar a sua responsabilidade como uma personalidade pública para apresentar e promover um estilo de vida saudável”.

Livingston falou ao programa  “CBS This Morning” na ultima quarta-feira e disse que decidiu falar “ao vivo” sobre essa ofensa pessoal porque esse tipo de comportamento a deixa assustada. “Precisamos ensinar nossas crianças a serem boas, e não críticas, e conseguimos isso por meio de exemplos. Somos melhores do que esse e-mail”. No final, a apresentadora agradeceu ao apoio que recebeu nas redes sociais e dirigiu um discurso às crianças. “Para todas as crianças que se sentem incomodadas, com seu peso, a cor da sua pele, suas preferências sexuais, suas deficiências físicas ou até as espinhas no seu rosto: não sejam derrotadas por bullies. As palavras cruéis de um não são nada comparadas aos gritos de muitos.”

A resposta da apresentadora se tornou um viral e já ultrapassou 8 milhões de visualizações. Confira aqui a resposta da apresentadora ao bullying:

Saiba como proceder em caso de assédio moral

Essa semana estava navegando no Facebook e encontrei um antigo colega de trabalho com uma piada super preconceituosa sobre gordinhas. Ele postou a foto de uma gordinha e depois substituiu a foto da moça por um monte de pneus empilhados. Fiquei tão chocada com a grosseria, que simplesmente removi a figura da minha rede. O bom da rede social é que a gente pode se proteger dos pensamentos tacanhos e das agressões gratuitas simplesmente excluindo ou bloqueando quem faz esse tipo de gracinha. Mas, o que fazer na vida real quando você se sente vítima da discriminação?

Esse mês, a Justiça do Trabalho condenou, em primeira instância, uma empresa de mototáxi a indenizar por dano moral uma ex-funcionária alvo de humilhações por ser obesa. A secretária Nahla Camila do Espírito Santo dos Santos, 29, denunciou uma colega de trabalho que fazia desenhos ridicularizando seu peso. Durante um ano, a secretária aguentou as brincadeiras, mas um dia a colega colou no banheiro o desenho de um elefante, com a frase: ‘Um elefante incomoda muita gente’.

Nahla disse que começou um tratamento psicológico em razão das agressões constantes e sua psicóloga recomendou que ela procurasse a Justiça. Na Polícia, ela foi orientada a notificar, por escrito, o dono da empresa sobre o problema. Mas, nenhuma atitude foi tomada efetivamente e a outra funcionária continuou fazendo as piadas. Por isso, ela saiu do emprego e entrou numa ação contra a empresa por danos morais.

O juiz Gustavo Triandafelides Balthazar entendeu que os danos morais sofridos pela ex-secretária foram comprovados através das provas materiais e o dono foi obrigado a indenizá-la. De acordo com o Juiz, “cabe ao empregador propiciar um ambiente de trabalho saudável, tomando as medidas necessárias, inclusive fiscalizadoras, para que nenhum trabalhador tenha sua dignidade abalada“.

Por isso, caso você conviva com uma situação semelhante, veja como proceder:

  •  Resista: anote com detalhes toda as humilhações sofridas (dia, mês, ano, hora, local ou setor, nome do agressor, colegas que testemunharam, conteúdo da conversa e o que mais você achar necessário).
  •  Dê visibilidade, procurando a ajuda dos colegas, principalmente daqueles que testemunharam o fato ou que já sofreram humilhações do agressor.
  •  Procure apoio: ele é fundamental dentro e fora da empresa
  • Evite conversar com o agressor, sem testemunhas. Converse com o agressor sempre acompanhado de um colega de trabalho ou representante sindical.
  • Exija por escrito, explicações do ato agressor e permaneça com cópia da carta enviada ao D.P. ou R.H e da eventual resposta do agressor. Se possível mande sua carta registrada, por correio, guardando o recibo.
  • Procure seu sindicato e relatar o acontecido para diretores e outras instancias como: médicos ou advogados do sindicato assim como: Ministério Público, Justiça do Trabalho, Comissão de Direitos Humanos e Conselho Regional de Medicina (ver Resolução do Conselho Federal de Medicina n.1488/98 sobre saúde do trabalhador).
  • Recorra ao Centro de Referencia em Saúde dos Trabalhadores e conte a humilhação sofrida ao médico, assistente social ou psicólogo.
  • Busque apoio junto a familiares, amigos e colegas, pois o afeto e a solidariedade são fundamentais para recuperação da auto-estima, dignidade, identidade e cidadania.

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