Um livro de cartas. Cartas de amor aos nossos corpos

People With Body Parts é  um projeto recém criado por Lexie Bean, que convida as pessoas a falarem através de sua pele, rosto, barriga, do seu câncer ou de qualquer outra parte do corpo considerada “indesejável”. Este livro – e site – com declarações de amor a partes do corpo pretende fazer com que as pessoas enfrentem seus complexos e aceitem suas imperfeições.

Com  o objetivo de descontruir seus complexos, Bean criou um espaço para que todos façam o mesmo. Afinal, os sentimento negativos sobre si mesmo nascem das  interações diárias, quando a gente compreende que é rejeitado socialmente. Criar uma rede de pessoas que compartilham dos mesmos sentimentos é uma forma de tornar o processo de autoaceitação menos solitário. Quando se é gorda, por exemplo, ninguém nunca te incentiva a ser feliz e se valorizar.  Só reforçam que você não é boa o suficiente e precisa emagrecer. A gente ouve que é feia e indesejável e a última coisa que quer é se expor. Por isso, a necessidade de reunir as pessoas que sentem o mesmo, para que juntas promovam a autoconstrução de seus corpos e mentes.

Nossos corpos estão cheios de histórias, que transbordam para os espaços entre nós e os outros. Histórias e identidades que precisam ser reveladas e valorizadas para mudar a forma como olhamos para os outros e a forma como olhamos para o espelho. O livro e o site servem como espaços seguros para que todos possam celebrar e conectar-se consigo mesmos.

Para financiar a publicação do livro e a manutenção do site, a autora do projeto busca parceiros. Se tiverem alguma dúvida sobre o projeto, entrem em contato com attnpeoplewithbodyparts@gmail.com
Clique aqui e veja a carta-manifesto!

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Sugestão dos Mino # 4: Exemplo de Peso

Marcelo Melo sugeriu para o Blog um caso que tem tido enorme repercussão nos Estados Unidos: a apresentadora Jennifer Livingston, da emissora de TV “WKBT”, chamou a atenção da midia de todo país ao se defender “ao vivo” de um telespactador que a criticava pelo excesso de peso, considerando-a um mau exemplo para os jovens. De acordo com o e-mail do telespectador, “a obesidade é uma das piores escolhas que uma pessoa pode fazer e um dos hábitos mais perigosos para se manter. Portanto, você deve reconsiderar a sua responsabilidade como uma personalidade pública para apresentar e promover um estilo de vida saudável”.

Livingston falou ao programa  “CBS This Morning” na ultima quarta-feira e disse que decidiu falar “ao vivo” sobre essa ofensa pessoal porque esse tipo de comportamento a deixa assustada. “Precisamos ensinar nossas crianças a serem boas, e não críticas, e conseguimos isso por meio de exemplos. Somos melhores do que esse e-mail”. No final, a apresentadora agradeceu ao apoio que recebeu nas redes sociais e dirigiu um discurso às crianças. “Para todas as crianças que se sentem incomodadas, com seu peso, a cor da sua pele, suas preferências sexuais, suas deficiências físicas ou até as espinhas no seu rosto: não sejam derrotadas por bullies. As palavras cruéis de um não são nada comparadas aos gritos de muitos.”

A resposta da apresentadora se tornou um viral e já ultrapassou 8 milhões de visualizações. Confira aqui a resposta da apresentadora ao bullying:

Morte Magra

Fonte: Feminismo na rede

A “musa GG” Beth Dido

Ela não depila as axilas, é lésbica, fuma e bebe no palco, fala o que bem entende e está muito acima do peso ideal, com 110 quilos em 1,57m. Ela é Beth Ditto, vocalista da banda de indie rock The Gossip. Selecionada pela revista britânica NME como a pessoa mais fantástica no Rock e nomeada a “Mulher Mais Sexy do Ano” na NME Awards 2007, Ditto virou musa dos estilistas Karl Lagerfeld, da Chanel – que desenhou roupas exclusivas para ela- e Jean Paul Gaultier.

E a que se deve tanta repercussão? Desde o inicio da banda, Ditto tem sido considerada polêmica por estar tranqüila em relação ao seu corpo e falar abertamente sobre sua homossexualidade. Ela desafia qualquer um que lhe diga como se comportar para chegar ao topo do “showbiz”.

Em entrevista à revista Serafina, no começo desse ano, Ditto afirma que “isso não significa rebeldia, e sim controle sobre a vida”. Sem aceitar o rótulo de gordinha recatada que queriam  empurrar goela abaixo, Ditto  seguiu a carreira levantando a bandeira do homossexualismo e assumindo publicamente o relacionamento problemático que teve, por nove anos, com o DJ transgênero Freddie Fagula, principalmente, “por estar incluída numa indústria musical preconceituosa como a americana”. Para a cantora “Ser gay ainda é um tabu, por mais que as pessoas insistam em fingir que não. Há milhares de gays na música, muitos deles ainda no armário, devido à homofobia. Que há, inclusive, de artista para artista”.

Em relação ao corpo, Ditto já deu declarações a vários sites internacionais falando sobre como venceu o preconceito “quando eu era criança sempre fui considerada bonita. Mas, a puberdade veio como um furacão, trazendo um novo conjunto de regras que eu não conseguia me adaptar. De repente, eu passei da criança bonitinha, para a jovem preguiçosa, desleixada e feia. Até que um dia, durante a adolescência, eu cheguei a conclusão que ou eu passava o  resto da minha vida tentando mudar a mim mesmo ou me aceitava como eu era. Eu escolhi a segunda opção. Eu acredito que eu devo todas as melhores partes da minha vida adulta ao fato de abraçar as minhas imperfeições, mostrando-as”.

Nao é a toa, que Ditto tem se tornado um icone para uma enorme quantidade de jovens, que se identifica com as mesmas questões. E como o marcado não perde tempo, a  cantora acaba de assinar uma linha de maquiagem para a marca de cosméticos M.A.C e planeja também o lançamento de uma grife própria de roupas “plus size”.

Nota

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